10+ MELHORES LENDAS DA AMAZÔNIA

PUBLICADO EM 16/10/2019

Nosso rico folclore atravessa todas as regiões de nosso extenso país com suas ricas e interessantes particularidades. A Região Norte contempla uma variedade de lendas e mitos que são conhecidos em todo o país: Lenda do Boto cor de Rosa, Lenda da Iara, Lenda do Curupira, Lenda do Macunaíma, Lenda do Guaraná, Lenda da Vitória Régia, Lenda do Boitatá e muito mais. Confira as LENDAS DA AMAZÔNIA que fazem parte do nosso folclore e da região Norte do Brasil. As raízes indígenas nativas dessa região apresentam elementos e fenômenos da natureza de forma surpreendente. Vamos dar uma olhada?

LENDAS DA AMAZÔNIA | VITÓRIA RÉGIA

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A Lenda da Vitória Régia é uma das mais famosas da região norte do Brasil e uma do nosso folclore brasileiro. Esta lenda explica a origem da planta que é símbolo da Amazônia. Segundo a lenda uma índia chamada ‘Naiá’ ao contemplar o brilho da lua ‘Jaci’ apaixona-se por ela. Ainda de acordo com a lenda contada pelos povos indígenas desse local, a lua Jaci descia a terra para buscar alguma virgem e transformá-la em estrela do céu. Naiá adorava ouvir essa história e aguardava ansiosa por sua vez de virar estrela e ficar ao lado da lua e, então, todos as noites tentava alcançar a Lua Jaci. Até que certo dia ficou tão triste com a indiferença da Lua que adoeceu. Então ficou tão fraca que tentou pela última vez alcançar a Lua, correu tanto que acabou entrando na mata próximo ao rio Igarapé e desmaia. Quando acorda vê o reflexo da lua nas águas do igarapé e não teve dúvidas, mergulhou no rio e se afogou. A Lua Jaci valoriza todo o esforço de Naiá e a transforma na grande flor do Amazonas, a Vitória Régia, que só abre suas pétalas ao luar, ficou conhecida como a estrela das águas. Uma lenda muito linda, não é mesmo?

 

LENDA DO CURUPIRA

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A Lenda do Curupira conta a história de um anão com traços indígenas, pés virados para fora, cabelos ruivos ou bem alaranjados que possui um dom: ficar invisível e proteger a fauna e a flora.  De acordo com a Lenda do Curupira, este ser conhecido como guardião da floresta ensina aos homens como respeitar a natureza. Curupira pune apenas aqueles que matam animais ou derrubam animais de forma indiscriminada, mas protege aqueles que cuidam da Natureza ou a utilizam apenas como forma de subsistência.

 

LENDA DO MAPINGUARI

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Mais uma lenda de origem indígena da região amazônica, conta-se que Mapinguari vivia dentro da floresta e era um ser enorme e muito estranho, tinha um olho no meio da testa e a boca no umbigo. Segundo a Lenda do Mapinguari, alguns índios iluminados transformar-se-iam em Mapinguari quando atingissem a idade adulta  e passariam a habitar o interior das florestas isolados. Mapinguari é selvagem e emite sons bem altos e que amedrontam qualquer um que esteja passando perto do local.   São inúmeras as histórias de combate entre Mapinguari  e caçadores, e os caçadores ou perdem a vida ou saem com marcas terríveis e até mesmo aleijados.

 

LENDAS DA AMAZÔNIA IARA

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Iara é uma Lenda de origem tupi e uma das mais famosas em nosso folclore, também conhecida por Uiara é a ‘Senhora das Águas’ ou ‘Mãe da Água’. De acordo com a lenda Iara é uma bela sereia que vive no rio Amazonas, possui cabelos longos verdes enfeitados de flores vermelhas e olhos castanhos e tem como objetivo atrair os pescadores com suas doces canções a fim de matá-los. De acordo com a lenda, Iara tinha sido uma linda índia que despertava a inveja e maldade de muitas pessoas, inclusive de seus irmãos, que acabaram matando-a. Assim para se vingar Iara torna-se uma bela sereia e mata todos os homens que consegue atrair.

 

LENDAS SOBRE O SURGIMENTO DO RIO AMAZONAS

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A Lenda sobre o surgimento do Rio Amazonas é muito bonita, segundo ela 2 noivos sonhavam em se casar. Ela se chama Lua e era cheio de brilho e toda de prata, dominava a noite. Ele se chamava Sol, vestia-se todo de ouro e dominava o dia. Infelizmente para evitar o fim do mundo eles não poderiam se casar e nem viver esse grande amor, afinal o amor ardente do Sol queimaria toda a terra, enquanto o choro desesperado de dor e sofrimento da Lua afogaria toda a Terra. Assim resolveram se separar e entraram em desespero. A Lua chorou durante um dia e uma noite inteirinha, fazendo com que suas lágrimas escorressem por morros sem fim até chegar ao mar. Mas o mar, sem entender, não quis aceitar tanta água que chegava; então suas lágrimas acabaram por escavar um imenso vale e serras se levantaram ao longo do caminho. De forma surpreendente surgiu um grande rio formado pelas as lágrimas da Lua dando origem ao rio Amazonas, o ‘rio-mar da Amazônia’.

 

LENDA DO BOITATÁ

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A Lenda do Boitatá tem origem tupi guarani e segundo ela, Boitatá é uma grande serpente de fogo que tem o objetivo de proteger os animais e a natureza daqueles que lhe fazem mal. A lenda prega que se uma pessoa chegar a encará-la de frente pode ficar cega e confusa. Acredita-se que essa lenda surgiu para por fim às diversas queimadas ocorriam nas florestas pelo homem.

 

LENDA DO BOTO COR DE ROSA

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A lenda do Boto cor de Rosa tem origem amazônica e diz que o boto sai do rio e se transforma em um lindo rapaz elegante com chapéu branco que encanta as jovens solteiras, em bailes e festas e as seduz. Então leva a jovem que conquistou para perto do rio e a engravida. Antes de a madrugada chegar, ele mergulha nas águas do rio para transformar-se novamente em um boto já que seu encantamento só acontece à noite.


LENDA DO MACUNAÍMA

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A Lenda do Macunaíma conta a história de um índio cujo nome era ‘Macunaíma’ e nasceu do amor entre o sol e a lua. Segundo a lenda, os dois se apaixonavam, mas nunca se encontravam; apenas uma montanha em Roraima era testemunha desse grande amor. Mas a sagrada mãe Natureza quis resolver este impasse, então criou o eclipse, assim os dois astros poderiam se encontrar. Desse encontro, o Sol fecundou a Lua através das águas de um lago, nascendo assim Macunaíma, nas águas do Monte Roraima. O pequeno índio se tornou um grande guardião da denominada “Árvore de todos os Frutos”, que era uma árvore capaz de fazer brotar vários frutos de uma vez. Mas certo dia, alguns índios maldosos subiram na árvore, cortaram seus galhos e todos os frutos, matando-a de uma vez só. Macunaíma ao presenciar tamanha maldade, ateou fogo a tudo e todos, transformando em pedra todas as outras árvores ao redor. Ainda segundo esta triste lenda até hoje se ouve o espírito de Macunaíma chorar de noite pela morte de sua árvore.

 

LENDA DO GUARANÁ

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A Lenda do Guaraná surgiu com uma tribo de índios ‘Sateré-Mawé’ presente no estado do Amazonas e que ainda existe. Segundo a lenda um casal de índios apaixonados não conseguia ter um filho. Resolveram fazer um pedido para o Deus Tupã, uma das grandes divindades, o ‘Deus do Trovão’. E o pedido realizou-se, nascendo um belo menino e fazendo o casal muito feliz. O menino cresceu e se tornou apaixonado por frutas e gostava de sair pelas floretas para colher e trazer de volta para a tribo o maior número de frutas que conseguia. Certo dia sua fama chegou ao conhecimento de ‘Jurupari’, uma entidade do mal, muitas vezes trazida através de pesadelos. Jurupari ficou com muita inveja da habilidade do pequeno menino, então certo dia, enquanto o menino colhia frutos na floresta, ele se transformou em uma serpente e o picou. O Deus do Trovão ‘Tupã’ alertou avisou os pais do menino através de diversos, mas infelizmente o menino já estava morto. Foi um dia muito triste e Tupã orientou os pais a plantarem os olhos do menino no chão da tribo e explicou que dali brotaria outro tipo de vida que seria capaz de provir ao seu povo. Após um mês nasceu uma planta que tinha um belo fruto vermelho que, por dentro, se parecia com os olhos do menino, este fruto é o Guaraná.

 

LENDA DA COBRA GRANDE OU COBRA HONORATO

A Lenda da Cobra grande ou COBRA HONORATO também é uma surpreendente lenda da Amazônia. Segundo esta lenda uma cobra grande, também conhecida como ‘Boiúna’ abandonou a floresta e foi morar nas profundidades dos rios.  Conta-se que ao rastejar pela terra firme seus rastros se transformam nos igarapés, além disso, Boiúna também pode se transformar em embarcações e até em outros seres. Os indígenas da região amazônica explicam que há muito tempo atrás uma índia deu à luz a duas crianças gêmeas. O menino se chamava Honorato e a menina se chamava Maria. O fato é que a índia não queria os filhos e livrou-se dos mesmos jogando-os no rio. As crianças não morreram, criaram-se sozinhos. Enquanto Honorato não fazia nenhum mal, Maria tinha uma personalidade muito maligna, prejudicando tantos os animais da floresta quanto às pessoas que passavam por ali. Um dia Honorato estava farto de presenciar as maldades da irmã e acabou matando-a. Segundo algumas versões, Honorato adquiria a forma humana e podia caminhar pela terra em noites de lua, mas depois voltava para sua vida nos rios. Algumas pessoas até queriam ajudar e quebrar este encanto, porém quando Honorato se transformava na grande cobra todos ficavam com medo e nada faziam. Até que um dia, um soldado de Cametá muito corajoso o libertou da maldição e Honorato pode viver na terra como sua tribo.

 

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